I Ciclo de Comunicações

 
 
 
I CICLO DE COMUNICAÇÕES

 

Atividade de apresentação de trabalhos em forma de comunicação oral, com inscrição aberta e gratuita para estudantes de graduação e pós-graduação, graduados, professores do ensino superior e da educação básica. Os resumos devem versar, necessariamente, em temas que contemplem às áreas de História, Cinema e Educação. As inscrições encerram no dia 18 de setembro de 2016. Interessados devem enviar trabalhos que versem sobre História, Cinema, Educação e áreas afins. As sessões de simpósios serão definidas após o término das inscrições, quando os coordenadores do evento agruparem por temáticas próximas os trabalhos enviados. 

 

Data para envio do artigo completo: 06 de novembro de 2016. Enviar artigo via ficha "Envio de Artigo", no menu "Inscrição e normas".

 

Publicação – O resumo simples e o resumo expandido serão publicados nos Anais do Ciclo de Comunicações do CINEdebate & História, em formato eletrônico, online, no site www.cinedebateuneb.org.

 

 

 

LISTA DE TRABALHOS APROVADOS - PROGRAMAÇÃO DE APRESENTAÇÃO 

 

 

ST 1 – HISTÓRIA, CINEMA E EDUCAÇÃO

 

 

Coordenação

 

Eduardo de Lima Leite

Professor de História (SEC/BA)

Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

eduardolleite@yahoo.com.br

 

Jairo Carvalho do Nascimento

Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

Doutor em História (UFBA)

jairocine.uneb@gmail.com

 

Joslan Santos Sampaio

Professor de História (SEC/BA)

Doutorando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

johistoria@yahoo.com.br

 

Resumo: Este simpósio visa reunir pesquisadores que estudam temas relacionados aos campos da História, do Cinema e da Educação, e o entrecruzamento de tais áreas, do ponto de vista teórico e metodológico. Pretende investigar, dentre outros assuntos, os seguintes temas: história e historiografia brasileira, a história do cinema, a crítica cinematográfica, o cinema como fonte e objeto da História, a cultura audiovisual e as práticas pedagógicas.   

 

27 de outubro de 2016       Sala 9        14:00h

 

JOSÉ CALASANS: CONSIDERAÇÕES SOBRE O SEU PIONEIRISMO NA PESQUISA NO BRASIL

 

Jairo Carvalho do Nascimento
Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

Doutor em História Social (UFBA)

jairocine.uneb@gmail.com

 

Resumo: José Calasans foi o maior historiador da Guerra de Canudos e da saga de Antônio Conselheiro. Foi o objeto de pesquisa que o consagrou, na condição de um dos maiores pesquisadores brasileiros da segunda metade do século XX. Não obstante, desbravou outros temas para além da História, percorrendo outros campos da área de humanas, a exemplo do Folclore, Sociologia e Economia. Foi um profícuo biógrafo, de figuras ilustres da história política de Sergipe e da Bahia. Esta comunicação tem por objetivo apresentar, em linhas gerais, a sua trajetória como historiador, apontando temas e estudos em que ele foi pioneiro em pesquisas desenvolvidas no Brasil. 

 

Palavras-chave: José Calasans – Historiografia – Guerra de Canudos. 

 

REPRESENTAÇÕES DO CANGACEIRO NO CINEMA: ESTUDO DOS CARTAZES DOS FILMES DE CANGAÇO

 

Naiara Santos Rocha Lacerda
Graduanda do curso de História (UNEB/Campus VI)
naiararocha.cte@gmail.com


Orientação: Prof. Dr. Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Esta comunicação tem por objetivo apresentar o meu tema de trabalho de conclusão de curso em História, a saber: o estudo das mensagens, representações e construções simbólicas construídas pelos cartazes dos filmes de cangaço. Os cartazes são importantes peças publicitárias para divulgação dos filmes. Tem um sentido econômico. Por outro lado, as imagens veiculadas nos cartazes constroem sentidos, transmitem ideologias e visões de mundo. O propósito da pesquisa é justamente discutir quais representações e imagens foram construídas acerca do cangaceiro e do cangaço, analisando alguns cartazes produzidos durante as décadas de 1960 e 1970. As principais fontes que nortearão a pesquisa são os próprios cartazes, os filmes, matérias de jornais e revistas. A pesquisa encontra-se em uma fase de consolidação do projeto, em que realizo leituras da historiografia do cangaço e de obras sobre estudos da imagem. Por fim, informo que os cartazes que serão analisados serão selecionados oportunamente a partir do desenvolvimento da pesquisa.

 

Palavras-chave: Cangaço/Cinema – Cartazes – Representações.

 

 

CINEMA: UMA FERRAMENTA DE AFIRMAÇÃO E DESCONSTRUÇÃO

 

Joslan Santos Sampaio

Professor da Educação Básica (SEC/BA)

Doutorando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)

johistoria@yahoo.com.br

 

Resumo: Este artigo tem como objetivo entender o papel que as narrativas cinematográficas desempenharam no processo de fixidez de uma estética discursiva sobre o holocausto. No intuito de tornar possível essa discussão, pretendo enunciar algumas narrativas fílmicas que contribuíram para que o holocausto fosse vocacionado a ser narrado por uma narrativa séria e sisuda. Nesse sentido, operarei uma explanação a respeito da “solução final” com o intuito de evidenciar a dramaticidade do evento que ajudou na construção da fixidez do discurso, bem como operarei uma análise sobre as transformações da compreensão do holocausto e suas narrativas cinematográficas.

 

Palavras-chave: Cinema – Holocausto – Narrativa cinematográfica.

 

 

“O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS”: UMA ABORDAGEM CINEMATOGRÁFICA SOBRE VÍTIMAS “INDIRETAS” DA DITADURA IMPLANTADA EM 1964, NO BRASIL


Eduardo de Lima Leite
Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade
eduardolleite@yahoo.com.br


Resumo: Esta comunicação tem por objetivo discutir o filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Lançado em 2006, o filme de Cao Hamburger aborda a ditadura civil-militar implantada no Brasil, a partir de 1964. De forma distinta da maior parte das obras cinematográficas — até então produzidas no país —, sobre o referido período, com narrativas edificadas de modo a evidenciar a vida e as ações de pessoas que lutaram contra o Regime, e foram penalizadas por meio da tortura e assassinato, o protagonista desta obra é Mauro, uma criança deixada por seus pais, com o seu avô paterno, quando estes por motivos políticos precisam “sair de férias”. O filme em questão projeta uma imagem da ditadura civil-militar, que nos possibilita visualizar um leque bem mais amplo de pessoas atingidas pelas arbitrariedades do regime iniciado em 1964; da mesma forma, nos desafia a perceber a violência ditatorial de forma mais abrangente.


Palavras-chave: Cinema nacional – Ditadura civil-militar – Violência.

 

 

A EMBLEMÁTICA IDENTIDADE DE QUINCAS BERRO D’ÁGUA

 

Fernando Alves Nunes 

Graduando em Letras Vernáculas (UNEB/Campus VI)

fernandog89alvesgbi@gmail.com


Rayanne Kelly Pereira Oliveira

rayane_yes@hotmail.com

Graduanda em Letras Vernáculas (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: O presente artigo tem como objetivo discutir a obra literária A morte e a morte de Quincas Berro D’água e sua adaptação para o cinema, Quincas Berro D’água, observando como as dualidades amadianas vida/morte e comicidade/seriedade são trabalhadas por diferentes mídias, como forma de opor as classes sociais. A metodologia se baseia no estudo bibliográfico de cunho qualitativo. Desta feita, poderemos constituir uma pequena parte que seja a misteriosa identidade do sujeito Quincas/Joaquim. Para tanto, usaremos como embasamento teórico Robert Stam, Stuart Hall, Jean-Claude Bernardet e Sigmund Freud, entre outros.

 

Palavras-chave: Cinema – Literatura – Adaptação.

 

 

A APLICABILIDADE DA LEI 10.639/03 NO CHÃO DA ESCOLA: DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DO TCC

 

 

Teresa Letícia Souza Rodrigues
Especialista em Educação Especial e Inclusiva (Uninter/2016)
Graduanda em História (UNEB/Campus VI)
letacte@gmail.com

 

Orientação: Prof. Dr. Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Esta comunicação objetiva relatar o processo inicial da construção do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), do curso de licenciatura em História da UNEB-Campus VI. Não foi nada fácil, escolher entre cinco temas que gostaria de trabalhar. Só tinha algumas certezas: que seria voltado para o ensino, com pesquisa, na vertente negra e que pudesse se tornar um produto didático e que fosse possível sua utilização na escola pública. Delimitamos nosso objeto, tendo a Lei 10.639/03 como parâmetro de trabalho, ao estudo da história da África e da cultura afro-brasileira. Assim, o trabalho de pesquisa tem como tema A inserção do cinema na escola como ferramenta para discussão da aplicabilidade da Lei 10.639/2003: problematizando a história da África e da cultura afro-brasileira. Escolhi o Colégio Municipal Zelinda Carvalho Teixeira para servir de campo de pesquisa. A perspectiva aqui adotada diz respeito a importância deste trabalho para o distrito de Maniaçú em Caetité, e os professores e alunos que serão atingidos diretamente durante todo o processo de pesquisa, contribuindo assim para a formação docente, particularmente ao professor de História, e ao fortalecimento da identidade negra dos discentes. Como resultado final da investigação, espero levar a experiência desta pesquisa para outras escolas da região. Em relação as fontes que serão analisadas, utilizaremos artigos, livros, dissertações e teses que versam sobre o tema proposto, além de questionários e entrevistas com professores e discentes, que serão aplicados ao longo do processo de pesquisa e durante a realização de uma mostra de cinema na escola, em que debatermos temas relacionados a história da África e da cultura afro-brasileira. 

 

Palavras-chave: Lei 10.639/2003 – Cinema – Ensino/Pesquisa.

 

 

ST 2 – HISTÓRIA, LITERATURA, CINEMA E GÊNERO

 

 

Coordenação

 

Alex dos Santos Guimarães

Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

Mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura (UFSJ)

lexhisto@yahoo.com.br

 


João Reis Novaes

Professor do curso de História (UNEB/Campus VI)

Mestre em História Social (UFBA)

jrnovaes@bol.com.br

 

Resumo: A releitura da História implica na reconsideração do sentido do passado, do significado da estruturação do processo histórico ou a reinterpretação dos dados empíricos ou de ordem simbólica. O presente Simpósio Temático, portanto, está diretamente ligado à renovação dos estudos sobre a História Social no Brasil, em que se pode observar uma nova relação dos historiadores com suas fontes, seja através da proposição de novas questões a documentos mais comumente abordados – no caso, os jornais, revistas e processos crimes –, seja investigando séries documentais ainda pouco utilizadas – no caso, a literatura e o cinema. Com vistas a reunir pesquisadores que busquem combinar sua prática investigativa às exigências de um tempo múltiplo e cambiante, a fazer deste espaço um local de embates a axiomas tidos como irredutíveis, propomos discutir trabalhos responsáveis por fazer emergir a relação entre História, Literatura, Cinema e Gênero.  

 

27 de outubro de 2016       Sala 8        14:00h

 

 

BUDAPESTE: ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O ROMANCE DE CHICO BUARQUE E O FILME DE WALTER CARVALHO

 

 

Danielly Pereira dos Santos

Graduanda em Letras (UNEB/Campus VI)

danielly_st@live.com

 

Resumo: Este estudo objetiva analisar comparativamente a adaptação cinematográfica Budapeste, de Walter Carvalho (2009), e o livro homônimo, de Chico Buarque de Holanda (2003), a partir do qual foi produzida, a fim de colaborar academicamente com a produção do conhecimento quanto às adaptações fílmicas. Pretendemos provar que o critério analítico da fidelidade é ultrapassado, já que o conceito de adaptação vem se ampliando através do curso da história, passando a abranger, por exemplo, outros tipos de textos, não apenas os literários. Para tanto, baseamos nossa reflexão em teóricos como Roman Jakobson, Robert Stam e Thaís Flores Nogueira Diniz que discutem, direta ou indiretamente, a temática em questão.

 

Palavras-chave: Cinema – Literatura – Adaptação. 

 

 

GÊNERO, CORPO E SEXUALIDADE: “AS FINAS FLORES” DEFLORADAS DO ALTO SERTÃO DA BAHIA (1926-1982)

 

Tainara Borges Carvalho

Graduanda em História (UNEB/Campus VI)

tai22gbi@gmail.com

 

Orientação: Prof. Me. Alex dos Santos Guimarães (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Ao me deparar no Arquivo Público de Caetité com uma caixa repleta de processos crimes (1926-1982) ligados a questões de defloramento, direciono minha pesquisa buscando estudar a história das mulheres e das relações de gênero, entendendo a categoria gênero dentro do campo metodológico e teórico da história social da cultura, para verificar a possibilidade de se compreender o corpo enquanto objeto da história, com vistas a examinar a maneira como o corpo tem sido vinculado ao capital feminino e a mente ao masculino. Partindo da história da sexualidade de Michael Foucault, verificarei, ainda, o regime de existência da sexualidade, ou seja, a irrupção da sexualidade em sua historicidade. As formas de operar com tais conceitos, objetos e temáticas tendem a respeitar as contribuições da nova história, justamente para investigar a complexidade das relações sociais do cotidiano daquele alto sertão, a fim de entender os deslocamentos para o sul dos corpos femininos.

 

Palavras-chave: Mulheres – Defloramento – Experiência.

 

 

FEMINIZAÇÃO DA DOCÊNCIA: A ANÁLISE DE UMA TEIA PELOS FIOS DOS DISCURSOS, DAS REPRESENTAÇÕES E EXPERIÊNCIAS

 

 

Andreia Pereira dos Santos

Graduanda em História (UNEB/Campus VI)

andreinha_33@hotmail.com
 

Orientação: Prof. Me. Alex dos Santos Guimarães (UNEB/Campus VI)

 

Resumo: Esta produção se apresenta enquanto resultado parcial da pesquisa realizada a partir das Revistas de Educação – Orgam da Escola Normal de Caetité, produzidas pela Tipografia Gumes & Filhos, da própria cidade de Caetité, situada no Alto Sertão Baiano. Inicialmente, esta pesquisa seria realizada apenas com análise dos discursos trazidos pelas Revistas de Educação, a partir da História das Mulheres e das Relações de Gênero, no qual se estendia o papel condicionado a mulher, enquanto mulher-mãe, para a sala de aula, local onde além de “educar seus filhos e suas filhas” ela estaria “educando e moldando bons cidadãos e cidadãs”. Entretanto, entre conversas e achados, a pesquisa começou a percorrer outros caminhos. Surgiu a necessidade, então, de se entender a forma como homens, e principalmente mulheres, recepcionavam estes discursos, como agiam e/ou resistiam diante dele, usando-o a seu favor, driblando as normas, ou não. Sendo assim, o recorte temporal eleito para a investigação é, antes de tudo, mais que uma opção, se faz enquanto necessidade imposta pelas fontes encontradas – o ano de produção das revistas, 1927 e 1928 –, levando ao dialogo com o “caldo historiográfico” de seu tempo, fazendo a interlocução entre as revistas encontradas e o contexto do qual elas fazem parte, conjecturando intenções e ações. Para esta interlocução com outras fontes serão usados jornais, correspondências e livros de posse de professoras e professores da Escola Normal de Caetité. A partir disto, haverá a construção de uma abordagem criteriosa e crítica do papel construído para as mulheres e também pelas mulheres com relação à docência, entendendo a ótica das relações de poder que serão identificadas nas fontes.

 

Palavras-chave: Docência – Educação – Gênero.

 

 

DO SUPLÍCIO À PERFORMANCE: NOTAS SOBRE O CORPO NEGRO, DE ESCRAVIZADOS E LIBERTOS, NO ROTEIRO DA PEÇA "A ABOLIÇÃO", DE JOÃO GUMES



Gilberto Santos de Souza 

Graduando em História (UNEB/Campus VI)

jonhy.bala@hotmail.com

 

Orientação: Prof. Me. Alex dos Santos Guimarães (UNEB/Campus VI)


Resumo: Esta comunicação visa expor o andamento do trabalho de conclusão do curso de História que se propõe a refletir acerca do processo de transição entre a escravidão e o trabalho assalariado no Alto sertão da Bahia, entre final do século XIX e o início do século XX. Para isso, realizar-se-á análise de alguns de seus aspectos quotidianos, partindo da interlocução do roteiro da peça de teatro “A abolição”, de João Gumes, com demais fontes escritas e imagéticas da mesma época, a enfocar a percepção dos olhares que se lançam sobre os corpos negros em movimento. Consequentemente, devido a escolha do autor supracitado de contar essa estória em forma de narrativa destinada a interpretação dramática, levarei em conta o gênero teatro, no sentido de entender uma narrativa que se escreve com a função precípua de ser representada. Na esteira desse raciocínio, alguns questionamentos se esboçam: quais sãos estes corpos? Como são representados? Como seus portadores expressavam que queriam ser vistos?.  


Palavras-chave: História – Escravidão – Corpos – Representações.

 

 

PELEJAS CONTRA O ESQUECIMENTO: OS DESENHOS DA HISTÓRIA NA FILMOGRAFIA DE OLNEY SÃO PAULO (1964-1969)


 

Roberto Luis Bonfim dos Santos Filho

Graduando em História (UNEB/Campus II)

rbonfim17@gmail.com

 

Orientação: Prof. Dr. Raimundo Nonato Pereira Moreira (UNEB/Campus II)

 
Resumo: O presente trabalho, pretende analisar à luz da década de 1960 no Brasil, as produções do cineasta de Feira de Santana-Ba, Olney Alberto São Paulo, entendendo-o enquanto sujeito histórico que travou duras pelejas para registrar leituras e crítica acerca do seu tempo e espaço através do cinema. Ao longo da pesquisa foi analisado o longa-metragem "O grito da Terra, 1964", e a média-metragem “Manhã Cinzenta, 1969", respectivamente, estes filmes refletem e dialogam diretamente com alguns problemas e questões vivenciadas pela sociedade brasileira na década de 60. Tais filmes são reveladores de discussões debatidas por artistas, historiadores e cientistas sociais, que dizem respeito primeiro: à problemática do Sertão exposta no filme “O Grito da Terra”, capturando imagens da crise do mundo sertanejo, o problema da terra, dificuldades de vida e trabalho para o camponês, um sertão esquecido e ameaçado por um projeto modernizador do Brasil, tendo como resultado os conflitos sociais decorrentes da revolta dos camponeses à situação de opressão. A segunda problemática está inserida nas transformações políticas e sociais ocorridas com a instauração da Ditadura Militar em 1964, o filme “Manhã Cinzenta” espécie de ficção - documentário, retrata a insatisfação de jovens frente a um momento de acirramento das liberdades por um regime estabelecido, havendo manifestações, prisões, julgamentos, execuções. As orientações teóricas e metodológicas seguidas transitam entre a percepção da História do ponto de vista dos “vencidos” a partir da leitura de Walter Benjamin; do cinema enquanto fonte e objeto da História e Historiografia Marc Ferro e Michèle Lagny; sob o pano de fundo da trajetória do cinema brasileiro Jean-Claude Bernardet e Ismail Xavier, caminhos, propostas ou movimentos compartilhados, sobretudo pela corrente cinematográfica do Cinema Novo.


Palavras-chave: História – Cinema – Olney São Paulo. 

 

 

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